Olá amigos,
Queria dar um abraço grande de satisfação aos leitores que acompanhavam a Novela da Vida. Entretanto, comunico que brevemente ela vai sair do ar para ser melhorada e posta na mesa em papel e caneta em punho, para uma melhoria absoluta dos personagens, lugares, cronologia, diálogos, etc.
A vida da Carolina é muito intrigante e ela está disposta em revelar as tramas e voltas que ela deu para conseguir ser feliz...
Estarei trabalhando para Carolina Pignar, que eventualmente mudará de sobrenome ("apelido" em Portugal)... Mas isso fará parte do melhoramento.
Beijos meus para vocês, de Joice Worm.
P.S. Visitem a Sala dos Sonhos: http://saladossonhos.blogspot.com
Você não sonha???... Claro! Conte-me um sonho, então.
domingo 24 de mayo de 2009
sábado 24 de enero de 2009
Discussão
Clara não se importou com o tom inquisidor e ao mesmo tempo ameaçador de Fernando. Tirou os sapatos calmamente e subiu as escadas com o casaco no antebraço, como se estivesse em uma situação muito cômoda da vida.
Carolina permanecia de pé atrás da porta quando sentiu os movimentos de sua madrasta e a sua voz a aproximar-se.
- Amanhã vamos falar com o meu pai. Quero me mudar desta casa. Já não gosto dela, não gosto da vizinhança e nada daqui me diz respeito.
- Eu não vou a parte alguma contigo, Clara. Faça você o que quiser!
- Aí é que você se engana, amado meu. Pense em sua filhinha querida. Lembre-se que a felicidade dela dependerá das suas estúpidas decisões. E já agora, e para pensar melhor em tudo o que pode perder para o seu bel prazer, pode dormir aí mesmo no sofá. - Disse isso e fechou a porta do quarto antes que Fernando pudesse responder algo.
Fernando, já não tinha palavras para argumentar. A única coisa que queria era ir embora das vistas e da vida desta mulher diabólica. Por causa dela quase morreu e assim como antes, se encontra na mais completa infelicidade. Sentou-se devagar no sofá e com as duas mãos, sustentou a cabeça com os cotovelos comprimindo os joelhos.
Carolina nesta hora, já o via do último degrau da escada. Sentiu uma imensa pena do pai, pois era a primeira vez que o via a chorar. Aproximou-se dele e o abraçou dizendo: - Pai, não chore. Eu estarei do seu lado para sempre. Cuidarei de ti. Não deixe que nada possa atrapalhar a nossa felicidade, mesmo que pareça que pode perder alguma coisa...
Fernando não se conteve e soluçou ainda mais.
Carolina permanecia de pé atrás da porta quando sentiu os movimentos de sua madrasta e a sua voz a aproximar-se.
- Amanhã vamos falar com o meu pai. Quero me mudar desta casa. Já não gosto dela, não gosto da vizinhança e nada daqui me diz respeito.
- Eu não vou a parte alguma contigo, Clara. Faça você o que quiser!
- Aí é que você se engana, amado meu. Pense em sua filhinha querida. Lembre-se que a felicidade dela dependerá das suas estúpidas decisões. E já agora, e para pensar melhor em tudo o que pode perder para o seu bel prazer, pode dormir aí mesmo no sofá. - Disse isso e fechou a porta do quarto antes que Fernando pudesse responder algo.
Fernando, já não tinha palavras para argumentar. A única coisa que queria era ir embora das vistas e da vida desta mulher diabólica. Por causa dela quase morreu e assim como antes, se encontra na mais completa infelicidade. Sentou-se devagar no sofá e com as duas mãos, sustentou a cabeça com os cotovelos comprimindo os joelhos.
Carolina nesta hora, já o via do último degrau da escada. Sentiu uma imensa pena do pai, pois era a primeira vez que o via a chorar. Aproximou-se dele e o abraçou dizendo: - Pai, não chore. Eu estarei do seu lado para sempre. Cuidarei de ti. Não deixe que nada possa atrapalhar a nossa felicidade, mesmo que pareça que pode perder alguma coisa...
Fernando não se conteve e soluçou ainda mais.
domingo 11 de enero de 2009
Dois a dois
Dois intervalos para respirar.
Considero assim, um tempo mais que necessário.
Me preparo para voltar, mais romântica e mais dramática.
Dois ingredientes quase indispensáveis.
Criarei a vida aos pares... Há que ser dois a dois...
Assim é melhor.
Considero assim, um tempo mais que necessário.
Me preparo para voltar, mais romântica e mais dramática.
Dois ingredientes quase indispensáveis.
Criarei a vida aos pares... Há que ser dois a dois...
Assim é melhor.
viernes 26 de septiembre de 2008
Dúvida cruel
Estou em dúvida se continuo a história de Carolina aqui, donde escrever on line tanto me inspira, ou se vou continuar escrevendo nos meus aposentos, onde crio situações adversas e personagens intrigantes emaranhados em surpresas como tanto a vida nos proporciona... No fundo vai dar no mesmo, sendo eu uma só...
Estou pensando...
Estou pensando...
miércoles 6 de agosto de 2008
Mulher malvada
Assim como a tristeza pode levar um indivíduo ao suícidio, a mesma tristeza pode levar o mesmo individuo a actos de coragem.
Fernando chegando em casa com a Clara e Carolina, não falou uma palavra. Se limitou a ouvir Clara disparar com tudo o que tinha a dizer.
- Eu não sei onde estava com a cabeça que vim a casar com você. Se não fosse o meu pai, jamais teria feito tal enlace... E ainda por cima, adoptamos esta menina ingrata que não me quer nem por amiga. Você nem imagina o que tenho sofrido com a falta de carinho de vocês dois. E é por isso que lhe digo, Fernando, que não há maneira de que meu coração venha a ser mais condescendente. Estou isolada nesta casa e sei que tudo o que você queria era voltar para o lado da sua queridíssima e amada Joana...
Carolina ouvia atrás da porta do seu quarto mal fechado e se arrepiou toda quando ouviu o nome da mulher que o seu pai realmente amava... "Joana", seria sua mãe, perguntava-se ela.
- Mas quero lhe dizer, meu grande parvo, que não vai adiantar procurar muito por ela. Da mesma maneira que desapareceu a primeira vez, voltou a desaparecer pelo mesmo interesse. Apareceu-me um dia para me pedir dinheiro e como até tenho um bom coração, dei a quantia que pediu e partiu para parte incerta.
Fernando arregalou os olhos e partiu em direcção à Clara, com os punhos cerrados em sinal de raiva. - O que fizeste com a Joana, Clara? Que maldade já aprontaste, mulher?!... Disse quase cuspindo-a ao falar.
- Calma, homem. Não fiz nada de que o destino não já tivesse se encarregado de fazê-lo. Sua queridíssima engravidou outra vez, só Deus sabe de quem, - Disse ela com tom sarcástico olhando Fernando nos olhos. - E me propôs desaparecer para sempre se eu lhe desse uma boa quantia para ir viver em outro país e eu como boa que sou... Dei.
Fernando não quis acreditar no que estava a ouvir. Sabia perfeitamente que o filho que Joana tinha era dele, assim como o outro do meio. Agora ele sabia que tinha três filhos e viu que já não poderia ter nenhuma ligação com a Clara. Em poucas palavras disse que a deixaria e iria procurar a Joana para viver com ela e os filhos para sempre. Clara riu-se às gargalhadas. Gozava do momento que estava a passar e ria-se de ver a cara de sofrimento do Fernando.
- Não te irrite e decida tão rápido, meu querido. Lamento que seja muito tarde para isto. Não creio que venha a encontrá-la jamais. Ela sabe muito bem o que me prometeu em troca daquele dinheiro...
- O que você fez, mulher malvada? - O que você fez?
Fernando chegando em casa com a Clara e Carolina, não falou uma palavra. Se limitou a ouvir Clara disparar com tudo o que tinha a dizer.
- Eu não sei onde estava com a cabeça que vim a casar com você. Se não fosse o meu pai, jamais teria feito tal enlace... E ainda por cima, adoptamos esta menina ingrata que não me quer nem por amiga. Você nem imagina o que tenho sofrido com a falta de carinho de vocês dois. E é por isso que lhe digo, Fernando, que não há maneira de que meu coração venha a ser mais condescendente. Estou isolada nesta casa e sei que tudo o que você queria era voltar para o lado da sua queridíssima e amada Joana...
Carolina ouvia atrás da porta do seu quarto mal fechado e se arrepiou toda quando ouviu o nome da mulher que o seu pai realmente amava... "Joana", seria sua mãe, perguntava-se ela.
- Mas quero lhe dizer, meu grande parvo, que não vai adiantar procurar muito por ela. Da mesma maneira que desapareceu a primeira vez, voltou a desaparecer pelo mesmo interesse. Apareceu-me um dia para me pedir dinheiro e como até tenho um bom coração, dei a quantia que pediu e partiu para parte incerta.
Fernando arregalou os olhos e partiu em direcção à Clara, com os punhos cerrados em sinal de raiva. - O que fizeste com a Joana, Clara? Que maldade já aprontaste, mulher?!... Disse quase cuspindo-a ao falar.
- Calma, homem. Não fiz nada de que o destino não já tivesse se encarregado de fazê-lo. Sua queridíssima engravidou outra vez, só Deus sabe de quem, - Disse ela com tom sarcástico olhando Fernando nos olhos. - E me propôs desaparecer para sempre se eu lhe desse uma boa quantia para ir viver em outro país e eu como boa que sou... Dei.
Fernando não quis acreditar no que estava a ouvir. Sabia perfeitamente que o filho que Joana tinha era dele, assim como o outro do meio. Agora ele sabia que tinha três filhos e viu que já não poderia ter nenhuma ligação com a Clara. Em poucas palavras disse que a deixaria e iria procurar a Joana para viver com ela e os filhos para sempre. Clara riu-se às gargalhadas. Gozava do momento que estava a passar e ria-se de ver a cara de sofrimento do Fernando.
- Não te irrite e decida tão rápido, meu querido. Lamento que seja muito tarde para isto. Não creio que venha a encontrá-la jamais. Ela sabe muito bem o que me prometeu em troca daquele dinheiro...
- O que você fez, mulher malvada? - O que você fez?
martes 22 de julio de 2008
Porque te quero
Amigos,
A inspiraçao nao acabou, nem o tempo me estar a impedir de escrever... Apenas completo a história em papel para orientar as idéias de forma que haja interesse. Enquanto isto, desejo a todos umas boas férias de verao para quem está do lado de cá ou bom trabalho, para quem está do lado de lá.
(Neste teclado espanhol nao há o "til" comum ao português de forma que o "verao" e "nao"... já fica explicado)
ADORO-VOS!!
A inspiraçao nao acabou, nem o tempo me estar a impedir de escrever... Apenas completo a história em papel para orientar as idéias de forma que haja interesse. Enquanto isto, desejo a todos umas boas férias de verao para quem está do lado de cá ou bom trabalho, para quem está do lado de lá.
(Neste teclado espanhol nao há o "til" comum ao português de forma que o "verao" e "nao"... já fica explicado)
ADORO-VOS!!
domingo 6 de julio de 2008
A borboleta
Na casa de Serginho, as coisas também não corriam da melhor forma. Sua mãe trabalhava de atendente numa loja e à noite limpava uma escola para poder manter a casa. Apesar de aparentemente parecer que vivia bem e ao contrário da vida que tinha Carolina, sua casa de excelente aparência, era da sua avó. Por sorte já estava totalmente paga e por este motivo, moravam todos ali.
Conheci Serginho enquanto era professor e lembro-me bem que ele não me parecia uma criança muito feliz. Era tímido e inseguro. Tinha poucos amigos para brincar, mas era apaixonado por animais. Um dia levou uma lagarta e uma borboleta à sala de aula e ensinou aos seus colegas como surgia aquela bela criatura a partir de outro bicho. Todos ficaram encantados à sua volta, mas assim que o chamaram para outra actividade que eventualmente lhe integraria ao grupo, não aceitava de forma alguma. Sempre preferiu estar em seu mundo. Sem grandes amizades.
Carolina me contou que uma vez Serginho lhe propôs em casamento quando ela completou quinze anos de idade, mas que depois disse que estava a brincar. Naturalmente, o rapaz não teve coragem de assumir a façanha do impulso e se arrependeu. Ela disse que não se importou. Sempre o considerou muito como um bom amigo, e era natural que um dia ele confundisse as coisas.
- Carolina está, D. Amélia? - Perguntou Serginho, naquela manhã antes do almoço.
- Não está não, meu querido. Eles foram embora hoje cedo e não sei quando minha neta virá outra vez. É sempre uma surpresa a sua chegada. - Disse D. Amélia, melancolicamente.
- Que pena. - Disse ele, com timidez - Queria lhe mostrar uma coisa.
- Que coisa, Serginho? - Perguntou D. Amélia olhando para a caixinha que ele trazia nas mãos.
- É uma lagarta que estou criando. Hoje mostrei lá na minha Escola e todo mundo gostou muito...
- Todo mundo? - Exclamou D. Amélia a sorrir com a frase entusiasmada dele.
- Quer dizer, quase todo mundo. - Respondeu, sem se importar com o indagação de D. Amélia. - Menos uma menina que entrou na Escola esta semana. Mas não faz mal. Não podemos agradar a todos, não é mesmo?
- É verdade... Não podemos agradar a todos. - Disse ela, lembrando do Fernando e seu problema com a Clara. "Pobre homem," - Pensou ela, "nem imagino por onde irá começar a conversa para resolver este assunto com minha filha"...
- Tenho que ir D. Amélia. Adeus.
O pensamento de Amélia estava muito longe para conseguir ouvir Serginho. Apenas levantou a mão quando percebeu que ele já atravessava a rua e sentou-se na varanda.
Conheci Serginho enquanto era professor e lembro-me bem que ele não me parecia uma criança muito feliz. Era tímido e inseguro. Tinha poucos amigos para brincar, mas era apaixonado por animais. Um dia levou uma lagarta e uma borboleta à sala de aula e ensinou aos seus colegas como surgia aquela bela criatura a partir de outro bicho. Todos ficaram encantados à sua volta, mas assim que o chamaram para outra actividade que eventualmente lhe integraria ao grupo, não aceitava de forma alguma. Sempre preferiu estar em seu mundo. Sem grandes amizades.
Carolina me contou que uma vez Serginho lhe propôs em casamento quando ela completou quinze anos de idade, mas que depois disse que estava a brincar. Naturalmente, o rapaz não teve coragem de assumir a façanha do impulso e se arrependeu. Ela disse que não se importou. Sempre o considerou muito como um bom amigo, e era natural que um dia ele confundisse as coisas.
- Carolina está, D. Amélia? - Perguntou Serginho, naquela manhã antes do almoço.
- Não está não, meu querido. Eles foram embora hoje cedo e não sei quando minha neta virá outra vez. É sempre uma surpresa a sua chegada. - Disse D. Amélia, melancolicamente.
- Que pena. - Disse ele, com timidez - Queria lhe mostrar uma coisa.
- Que coisa, Serginho? - Perguntou D. Amélia olhando para a caixinha que ele trazia nas mãos.
- É uma lagarta que estou criando. Hoje mostrei lá na minha Escola e todo mundo gostou muito...
- Todo mundo? - Exclamou D. Amélia a sorrir com a frase entusiasmada dele.
- Quer dizer, quase todo mundo. - Respondeu, sem se importar com o indagação de D. Amélia. - Menos uma menina que entrou na Escola esta semana. Mas não faz mal. Não podemos agradar a todos, não é mesmo?
- É verdade... Não podemos agradar a todos. - Disse ela, lembrando do Fernando e seu problema com a Clara. "Pobre homem," - Pensou ela, "nem imagino por onde irá começar a conversa para resolver este assunto com minha filha"...
- Tenho que ir D. Amélia. Adeus.
O pensamento de Amélia estava muito longe para conseguir ouvir Serginho. Apenas levantou a mão quando percebeu que ele já atravessava a rua e sentou-se na varanda.
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